Mostrando postagens com marcador Diversidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diversidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de maio de 2015

Poesia Sobre uma Vivência Feminista

Os órgãos dos meus sentidos captam o feminismo
E inclinam minhas condutas no Universo.
É arte e ciência que limpam meu organismo
Deixando-o fortalecido para um julgamento controverso.

A luta grita: Se é mulher, seja protagonista!
A luta pede: Se é homem, não seja arrogante!
A luta continua: Se é mulher, seja vanguardista!
A luta inclui: Se é homem, seja coadjuvante!

domingo, 30 de setembro de 2012

Análise do Comportamento e Lesbofobia


     A filosofia Comportamentalista é uma das principais em Psicologia e na Análise do Comportamento Humano e fornece muitas constribuições para o entendimento da sexualidade humana e das regras sociais que dão colorido a este tema. Embora as sexualidades sejam muito bem abordadas pelas ciências biológicas e pelas ciências sociais, a Análise do Comportamento traz suas contribuições e preocupações científicas para estes fenômenos quando defende que as vivências humanas só são possíveis por meio da interação entre vários aspectos da vida, sejam eles biológicos, culturais, psicológicos, educacionais, entre outros. A ideia aqui é de uma rede de interações em que as pessoas estão inseridas desde a infância e continuarão interagindo com esta rede até a morte. Em outras palavras, a Análise do Comportamento investiga o que compõe a construção das vivências humanas por meio da análise da interação dos múltiplos fatores que compõe a história de aprendizagem tanto individual quanto cultural, em que as pessoas, com seu aparato físico/biológico/genético interagem com as regras e normas da cultura que são passadas de geração em geração. 
     Para falar sobre sexualidade é preciso apontar que, embora as técnicas comportamentalistas tenham sido muito utilizadas, nos anos 70, nas terapias de reversão das homossexualidades, atualmente análise do comportamento é uma área do conhecimento humano muito cuidadosa e preocupada com qualidade de vida das pessoas, bem como em avaliar criticamente as condutas impostas pela nossa sociedade.
     Considerando este pensamento, como podemos analisar o comportamento da Lesbofobia?
     Enquanto a homofobia caracteriza-se como um medo, rejeição e hostilização em relação aos homossexuais de modo geral, a lesbofobia, mesmo sendo uma prática com características comuns da homofobia, apresenta o diferencial da supremacia masculina, que muitas vezes é imposta por meio do assédio e da violência sexual. Neste sentido, a lesbofobia traz uma dupla discriminação, a da mulher e da lésbica. Neste tipo de violência há, por exemplo, os chamados “estupros corretivos”, em que os homens violentam as Lésbicas com a finalidade de reverter sua sexualidade por meio de uma imposição sexual altamente danosa a essas mulheres. Há ainda uma desqualificação de todas que não correspondem ao ideal normativo da sexualidade feminina, ou seja, a heterossexualidade e a gestação de filhos. Isso porque as expressões sexuais não heterossexuais ainda são vistas como desvio, crime, aberração, doença, perversão, imoralidade ou pecado.
      Considerando estas características e definições, aqui apresentadas de forma resumida, o comportamento lesbofóbico também pode ser analisado por meio de um processo de aprendizagem dinâmico, complexo e longo que envolve várias formas de se elaborar as vivências lésbicas. Eu poderia pontuar várias formas de aprendizado dos comportamentos lesbofóbicos, mas vou apresentar a ideia geral desse aprendizado. Meu interesse em fazer isso é para deixar claro que uma ou outra forma de aprendizado ajuda a compreender o fenômeno da lesbofobia, mas não o explica satisfatoriamente. De que adianta dizer que um indivíduo faz o que faz porque viu os pais fazendo? Ou, de que adianta dizer que um estuprador é um psicopata ou que uma mulher lesbofóbica não está à vontade com a própria sexualidade? Isso não ajuda na Análise Comportamental, pois como já foi dito, é preciso haver uma interação entre os eventos que compõe a vida das pessoas e o interesse do analista do comportamento é buscar estes elementos nas histórias individuais/grupais e desvendar como eles interagem na formação dos comportamentos.
      Então, como é que uma pessoa se torna Lesbofóbica? Podemos levantar muitos elementos que contribuem para a construção psicossocial da lesbofobia. Vejam: Assim como sabemos que são poucos os comportamentos inatos e que muitos deles são coloridos pelas vivências sociais, sabemos que a lesbofobia não é inata e está fortemente ligada aos padrões sociais já estabelecidos. Então, quando as pessoas surgem no mundo, elas já são inseridas em um contexto onde é um grande problema não ser heterossexual ou não desempenhar os papeis de gênero esperados pela sociedade. Começando por isso, por uma sociedade já sistematizada com padrões, normas, moralidades, religiosidades, etc, essa pessoa que acabou de nascer, estará isenta das influências sociais na construção de seus comportamentos? Em geral não. Então, em uma cultura onde há uma interação de mensagens da família, da escola, das religiões, do sistema jurídico, da mídia, e tantas outras, dizendo que exercitar sua sexualidade com pessoas do mesmo sexo é algo abominável e que a heterossexualidade é o comportamento saudável e correto, fica evidente que as pessoas terão licença para apresentarem comportamentos homofóbicos ou lesbofóbicos. E essa “licença para lesbofobia” é fortalecida por esta sociedade que ainda encontra obstáculos em promover o reconhecimento e a igualdade da população das mulheres e de LGBTTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais).
     Considerando então os eventos que interagem na aprendizagem da lesbofobia, aponto para os mesmos eventos para falar sobre o processo de combate deste fenômeno.
     Quando falamos de educação em diversidade sexual, de criminalização da homofobia, de igualdade de direitos e de liberdade de expressão, estamos sinalizando que existem possibilidades de reconstrução e ressignificação das práticas sociais que ainda dificultam a plena vivência não só das lésbicas, mas de todas as sexualidades que não representam o ideal heteronormativo. Neste sentido, a Análise do comportamento traz sua contribuição com intervenções que também podem passar por várias formas de aprendizado e demais mecanismos, só que de uma forma diferente; preocupando-se com a aquisição de direitos e com a qualidade de vida das mulheres e de lésbicas.
      Sabemos que o sistema jurídico tem avançado e muitas coisas foram conquistadas, mas este sistema será suficiente na reconstrução das mensagens sobre as mulheres e lésbicas? A Análise do Comportamento nos diz que não. Pois lembrem-se, é preciso haver uma interação entre diversos eventos para que um comportamento seja possível e fortalecido. Neste sentindo, as leis exclusivas para as mulheres e para as lésbicas podem ser praticadas em interação com a prática do conhecimento, das desmistificações e de mensagens positivas nas escolas sobre as mulheres, seus corpos e suas sexualidades.
     Contudo, não é só a criminalização da homofobia ou as leis de proteção às mulheres que vão "dar conta" na luta contra o preconceito e a violência; embora as leis sejam muito importantes, elas precisam ser adicionadas na sociedade junto com a educação em diversidade sexual e com a reprodução dos conhecimentos científicos. Com esta interação de mecanismos a favor da igualdade e do respeito, diversas situações de aprendizagem estarão inseridas na história de vida das pessoas, fortalecendo, então, os comportamentos que envolvem igualdade, respeito e dignidade às mulheres e LGBTTs.
     A reflexão que trago repetidamente da Análise do Comportamento é a de que um único controlador social não é suficiente para se produzir os ganhos na luta contra as homofobias, este controlador social precisa de aliados como a ciência e a educação.


Para ler:
Travassos, R. (2011). Lesbofobia e estupro corretivo. Retirado de http://papodelas.gay1.com.br/2011/08/lesbofobia-e-estrupo-corretivo.html. Em 30 de setembro de 2012.

 
 
 

domingo, 22 de abril de 2012

Diversidades Inevitáveis



"Na  sobrevivência  dos indivíduos  e  raças favorecidas, durante a luta  constante e recorrente pela  existência, vemos  uma  forma poderosa e incessante  de  seleção".
Esta fala de Charles Darwin (1809-1882) ilustra uma das questões mais analisadas por psicólogos, pensadores e cientistas do comportamento; a diversidade dos organismos no mundo.
É fascinante, e curioso, observar a maravilhosa diversidade que existe ao nosso redor - diferentes animais, plantas, bactérias, humanos, culturas, práticas políticas e religiosas, sexualidades e papeis sociais. Isso tudo como consequência das transformações seculares dos ambientes e dos seres vivos que habitam este mundo.
Este processo lento, delicado, natural e secular que explica a origem da vida e dos elementos que a compõe é, no mínimo, uma forma de olhar a diversidade do mundo com olhos curiosos, cuidadosos, compreensíveis e, com certo esforço, tolerantes.
Em um mundo onde inevitavelmente existirão formas de vida e práticas comportamentais diversas, pode ser dispensável a luta por normas irredutíveis.
Neste sentido, e considerando a maravilhosa, e infalível, diversidade no mundo, que acredito que psicólogos e demais profissionais que possuem o compromisso com a vida, deveriam ser os responsáveis pelas desmistificações e construções de novos significados dados às Diversidades.





domingo, 21 de agosto de 2011

Diversidade Sexual e Psicologia

As várias formas de expressão afetiva e sexual, assim como as expressões de gênero, dizem respeito às questões que envolvem a Diversidade Sexual. Este tema vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e os grupos que compõem o “leque” da diversidade sexual têm conquistado espaços sociais importantes. Mas ainda existem muitos tabus e preconceitos sobre o que é “aceitar a diversidade” e, principalmente, sobre qual é o papel dos psicólogos neste fenômeno.
É importante considerar que em uma sociedade organizada e educada para ser heterossexual é comum que mitos e estranhamentos surjam quando indivíduos apresentam comportamentos e práticas diferentes das “programadas” culturalmente. Porém, é interessante observar, neste caso, que o estranhamento, em geral, não produz reflexão e sim discriminação. A discriminação, homofobia, ou qualquer nome que se queira dar ao ato coercitivo em relação à diversidade sexual e de gênero tornou-se uma prática social na qual a coerção sobre o “diferente”, no caso o público LGBT, é passada de um indivíduo para o outro por meio da educação e imitação (Pedrosa, 2006). Pode-se refletir que o preconceito e a discriminação contra o público LGBT desenvolvem-se com o aprendizado de valores, normas, regras, crenças, etc. Por essas razões é que profissionais da psicologia precisam compreender os fenômenos que envolvem a diversidade sexual para assim articularem formas de acolhimento e intervenção.
O Conselho Federal de Psicologia (1999), por meio da resolução 001/99 ajuda os psicólogos a compreender este tema apontando que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio e nem perversão. Esta discussão está em consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS) que deixou de colocar a homossexualidade no rol de doença em 1991 (Pedrosa, 2006). E o Art. 2º da resolução 001/99 do CFP, resolve que “os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas”. É interessante notar que estes órgão da saúde preocupam-se em não associar a orientação homossexual à aspectos patológicos.
Além das orientações do Conselho Federal de Psicologia, o que mais pode contribuir para a compreensão e “aceitação” da diversidade sexual por parte dos psicólogos? É preciso relembrar que o papel principal da psicologia é o de promoção de saúde biopsicossocial; e como tal precisa estar em consonância com aspectos sociais que envolvem a promoção da cidadania e dos direitos humanos. Ressaltam-se os principais direitos humanos relevantes para esta atual reflexão: “ser tratado com respeito e dignidade”, “expressar os próprios sentimentos”, “fazer qualquer coisa, desde que não viole os direitos de outra pessoa” e “ter direito e defendê-los”. Ao zelar pelos direitos humanos universais, os psicólogos também estão “aceitando” a diversidade sexual e zelando pela qualidade de vida dos indivíduos que acolhem na sua prática profissional.

Referências Bibliográficas
Conselho Federal de Psicologia (1999). Resolução nº. 001/99. Estabelece normas de atuação para psicólogos em relação à questão da orientação sexual. Brasília, DF.
Pedrosa, J. B. (2006). Segundo desejo. São Paulo: Iglu.

terça-feira, 29 de março de 2011

Psicoterapia em Grupo para Homens e Mulheres Homossexuais


Quem tiver interesse, entre em contato!

Amigos, indiquem pessoas que podem se interessar por esse tipo de Psicoterapia!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...