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domingo, 22 de abril de 2012

Diversidades Inevitáveis



"Na  sobrevivência  dos indivíduos  e  raças favorecidas, durante a luta  constante e recorrente pela  existência, vemos  uma  forma poderosa e incessante  de  seleção".
Esta fala de Charles Darwin (1809-1882) ilustra uma das questões mais analisadas por psicólogos, pensadores e cientistas do comportamento; a diversidade dos organismos no mundo.
É fascinante, e curioso, observar a maravilhosa diversidade que existe ao nosso redor - diferentes animais, plantas, bactérias, humanos, culturas, práticas políticas e religiosas, sexualidades e papeis sociais. Isso tudo como consequência das transformações seculares dos ambientes e dos seres vivos que habitam este mundo.
Este processo lento, delicado, natural e secular que explica a origem da vida e dos elementos que a compõe é, no mínimo, uma forma de olhar a diversidade do mundo com olhos curiosos, cuidadosos, compreensíveis e, com certo esforço, tolerantes.
Em um mundo onde inevitavelmente existirão formas de vida e práticas comportamentais diversas, pode ser dispensável a luta por normas irredutíveis.
Neste sentido, e considerando a maravilhosa, e infalível, diversidade no mundo, que acredito que psicólogos e demais profissionais que possuem o compromisso com a vida, deveriam ser os responsáveis pelas desmistificações e construções de novos significados dados às Diversidades.





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os Papeis e os Saberes da Psicologia.


  Quando ingressei no curso de psicologia aprendi que o papel central do psicólogo firma-se na avaliação de comportamentos e contextos para que seja possível a modificação destes comportamentos e contextos caso estejam interferindo no bem estar do indivíduo e/ou grupo. Para avaliar os objetos psicológicos e estabelecer uma futura intervenção, o psicólogo deve aprender e carregar um conhecimento vasto sobre os elementos que compõe as demandas humanas.
  Na realização de seu trabalho, o psicólogo se comunica com outras áreas do conhecimento humano, como: biologia, medicina, filosofia, sociologia, sexologia, educação, etc.  Ressalta-se também aqueles profissionais psicólogos que buscam conhecimentos sobre as demandas espirituais de seus clientes. Contudo, é possível conceber a psicologia como um saber vasto e colorido de outros saberes. E é evidente que essa multidisciplinaridade de conhecimentos abra diversos campos e papeis para a prática dos psicólogos.
  Acontece que a prática da psicologia, há um tempo significativo, vem sendo contestada pela falta de exclusividade para com o conhecimento humano.
Vi e ouvi, durante minha formação e vida profissional, pessoas apontando que o psicólogo pode ser substituído por qualquer outro profissional em qualquer outro contexto. Vejamos: Um psicólogo clínico pode ser substituído por um psiquiatra, ou filósofo clínico, ou terapeuta espiritualista? Um psicólogo escolar pode ser substituído por pedagogo, psicopedagogo ou orientador escolar? Um psicólogo social pode ser substituído por um sociólogo ou assistente social? Um psicólogo organizacional pode ser substituído por um administrador?
  Para responder estas perguntas eu cito aqui parte do Art. 4º da Lei nº 4.119, 27 de agosto de 1962, que dispõe sobre a Profissão de Psicólogo - São funções do psicólogo:
1) Utilizar métodos e técnicas psicológicas com o objetivo de:
a) diagnóstico psicológico; b) orientação e seleção profissional; c) orientação psicopedagógica; d) solução de problemas de ajustamento.
  Agora pergunto: Somente os psicólogos conseguem cumprir com estas funções? Estamos vendo que não. E por esse motivo é que sabemos que os outros profissionais citados acima, além de partilharem conhecimentos parecidos com os da psicologia, podem ajudar também nas demandas humanas assim como um psicólogo faria.
  E a exclusividade do manuseio e análise dos testes e instrumentos psicológicos garantida pela Lei nº 4.119/62 e pela Resolução CFP n° 02/2003? Embora seja uma prática privativa dos psicólogos, sabemos que muitos profissionais não utilizam testes em seus trabalhos. Além disso, boa parte dos instrumentos psicológicos não foram produzidos por psicólogos e não avaliam construtos que só psicólogos dominam.
  Estamos diante de uma polêmica quanto à prática profissional dos psicólogos. E frente a esta polêmica eu me posiciono apontando que os saberes da psicologia, por serem multidisciplinares, precisam muito mais de bases teóricas fortes e de procedimentos que diminuam as armadilhas das inferências e que apontem para evidências.      Neste sentido, as pesquisas em psicologia estão contribuindo bastante e isso já ajuda no delineamento de uma psicologia forte e indispensável para a sociedade. Mas acredito que as Universidades ainda precisam rever os conteúdos e conhecimentos repassados aos futuros psicólogos, pois tenho visto muitos profissionais descomprometidos com a responsabilidade social, científica e ética da psicologia. Tenho visto psicólogos chiques com discursos chiques e sedutores, mas sem apresentar nenhuma evidência verídica de suas falas. Isso desqualifica a profissão e abre contestações quanto às nossas práticas.
  Se nós psicólogos escolhemos esta profissão para responder as demandas humanas e estabelecer intervenções em prol da saúde mental dos indivíduos e grupos, precisamos voltar às funções de nossa profissão e ressignificar nossas práticas enfocando nosso compromisso com a sociedade, com a ciência e com a ética.

Sugestão de Leituras:
Profissão de Psicólogo - Lei nº 4.119, de agosto de 1962. Em http://portalsaude.vilabol.uol.com.br/4119_1962.htm

Resolução CFP nº 2 / 2003. Em http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/legislacao/resolucao/resolucao_2003_002.html

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Importância da Psicologia Clínica



A Psicologia é uma área do conhecimento humano que há algumas décadas vem sendo utilizada como instrumento para a promoção de saúde global. As pesquisas, as teorias e as aplicações sobre conhecimentos filosóficos e científicos deram um colorido especial à atuação do Psicólogo Clínico e tornaram relevante a existência da Psicoterapia.
A Psicoterapia diz respeito ao uso de técnicas psicológicas elaboradas que incentivam o entendimento e a mudança dos problemas emocionais, comportamentais e interpessoais (Hockenbury & Hockenbury; 2003). Em outras palavras, a Psicoterapia é um processo no qual o indivíduo encontrará meios para compreender suas dinâmicas internas, adquirir autoconhecimento, aprender resolver conflitos e aprimorar seus contatos afetivos. Além disso, o processo Psicoterapêutico pode levar o indivíduo a encontrar saúde física e mental.
O Psicólogo Eduardo Trindade de Araújo (2010) em entrevista à Folha de Niterói pontuou que a Psicoterapia ajuda o cliente a readquirir o controle de suas emoções, o que possibilita melhores resultados no tratamento de várias doenças. O Psicólogo ainda afirma que o desequilíbrio emocional dos indivíduos pode facilitar o aparecimento de doenças ou mesmo agravar os sintomas já existentes.
Para a Psicóloga Andréa Andrade (2009) a Psicoterapia ocupa hoje um lugar fundamental na área da saúde e pode cumprir também uma função de educação para a vida, oferecendo um espaço para reflexão, com instrumentos e conhecimentos que podem ajudar na orientação e condução da vida das pessoas.
Como Analista do Comportamento vejo que a Psicologia geral e em especial a Psicoterapia mostram que o ser humano deve ser contemplado de forma global e que as características humanas surgem em decorrência de uma complexa interação de múltiplos fatores que vão delineando as vivências e as subjetividades humanas. Dito isso, as experiências humanas (pessoais, social e/ou culturais) são objetos importantes da Psicoterapia que precisam ser avaliados para que os indivíduos tenham condições de contemplar seus problemas e delinear possíveis mudanças de padrões psíquicos ou comportamentais.  


Referências

Andrade, A. & Andrade, A. P. (2009). A importância da psicoterapia. Retirado de http://apapsicologia.blogspot.com/2009/05/importancia-da-psicoterapia.html em 02 de março de 2011.

Araújo, E. T. (2010). A importância da psicologia clínica no tratamento das doenças. Retirado de http://www.folhanit.com.br/753/artigo.htm em 02 de março de 2011.

Hockenbury, D. H. & Hockenbury, S. E. (2003). Descobrindo a psicologia. Barueri: Manole.
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